esquenta a cabeça comigo não



esquenta a cabeça comigo não
textos de autoarruda

Roberto Esteves Siqueira Junior

prefácio: Wilson Fort
 revisão: Prof. Marcelo Leite
capa e projeto gráfico: Geraldo Avelino Nogueira




detecte e evite o deixa pra lá

Sempre singrando o mar da consciência em busca de bons critérios para entender o que realmente agrada a você e escolher os caminhos menos tortuosos rumo ao que você quer, é preciso ter antes de tudo, por trás de qualquer pensamento, a ideia de que a gente é responsável pelo que acontece, o destino não tem culpa. Os resultados são o que sobra do embate de todas as forças, movidas cada qual pelos seus valores.
Livre-se de dicotomias e de grupos compulsórios. Você não precisa pertencer a sociedade alguma nem ser movido por essa ou aquela ideologia, se você não quer isso. Não é porque você não torce para o Flamengo que você necessariamente tenha que ser Vasco, Fluminense ou Botafogo. Você pode nem gostar de futebol. Uma coisa pode não ser muito boa sem ser muita má. Existem meios termos. Existem outras modalidades, outras ideias, outras satisfações, outro tudo. Não se bitole, não são sempre dois caminhos antagônicos a escolher, seja tolerante, criativo, se sinta realmente vivo e em atividade, se escolha.
Todos têm que poder exercer o livre arbítrio de escolher o que querem para suas trajetórias, os outros nada têm com isso. Não seja preconceituoso, não fomente o mal-estar entre os diferentes que não são necessariamente antagônicos ou nocivos. Cuide-se. Repense nos seus problemas e soluções, nos de sua cidade, seu país, do mundo, restabeleça-os sempre.
Tudo depende do enfoque. O que não podemos é deixar para lá, seja qual for a importância do fato ou aspecto, algo que não esteja bom ou devidamente explicado deve ser questionado, corrigido ou estabilizado. A gente erra demais quando quase pensa em algo, mas desiste segundos adiante. Não por coincidência, nossos maiores problemas, pelo menos os mais crônicos, os que demoram mais para nos esquecerem, duram tanto mais tempo quanto mais deixamos para lá. Deixamos de pensar no momento, tomamos decisões inseguras a partir dessa omissão e acabamos por piorar as coisas. A fortuna rápida do pastor, a desconfiança de uma falcatrua de político, o troco a menos do caixa da padaria, o basta que você deixou de colocar a um incômodo iniciante, são várias as situações nas quais o deixa pra lá contribui para fermentar grandes agruras que serão sofridas pelos receosos do próprio pensamento. Pensar incomoda como andar à chuva/Quando o vento cresce e parece que chove mais, versou o grande Caeiro. Mas você precisa de você, não se deixe.




  

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