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Mostrando postagens de 2015

conclusão do amornografia

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v (06.11 a 06.12/2010)



amornografia
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conclusão (págs. 45 a 47)
era só fogo, ar, terra e água e apareceu gordura mexendo microvida, dinossauro macacos e crias nas costas homem e chimpanzé medo, fé a hora, o depois
o cérebro cresceu demais a mulher, bípede passou a carregar os filhos no colo poderosa química cerebral em alguns macacos os fizeram gostar de macacas específicas pai, mãe e filho adão, eva serpente, maçã
o homem evolução da gordura se amando, criou sua imortalidade o homem ideal, deuses não aceitou virar terra
o egoísmo é um degrau para o amor ou para a solidão acompanhada as pessoas, as coisas

vulcões de angu no fogo

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vulcões de angu no fogo
ao meu amigo felipe guaraná



o conhecimento sempre foi preocupação do tirano o povo não deve saber muito muito, muito antes de maquiavel
não era à toa que pensadores (se) isolavam em torres
num ponto, a base não aguenta mais o peso do topo enchido quem não mergulha do trampolim desmorona com os escombros
o tirano? mergulhou há muito do seu vai em pleno voo rumo à glória, à história e curte a seu modo sua descida o que é um tirano senão um super protetor de sua versão? outros preferem pular da torre ainda baixa sartar de banda são bilhões de versões
tudo que infla, murcha é uma lei natural a torre sempre virá ao chão.

25.11.2015

homem desnaturado

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homem desnaturado




o homem moderno quer preservar a natureza lá longe dele, nas reservas naturais o homem não quer botar os pés na terra as plantas da cidade não devem tocar o solo devem ser transportáveis, controláveis como as minorias, como as diferenças tudo deve ser garantido, preservado e mantido distante mil franças em uma frança ‘livre, fraterna, igual’ e sartreana
mas viver é também combater vermes e bactérias armazenar gordura e reaproveitá-la sentir frio e calor, tomar chuva rir e chorar, temer surpresas - não estar nunca cem por cento seguro fortalece, gera vontade e gosto de viver
o homem moderno toma remédio artificial antidepressivo porque sua vida artificial condicionada não lhe permite utilizar todos seus aplicativos ser um homem integral e não tem vontade de perceber que a vida artificial é que o fator patológico não sua reação natural de desgosto.
24.11.2015




psicoqqcoisalogia

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psicoqqcoisalogia
estudos psicológicos empíricos                                                         início em 05.11.13



psicoqqcoisalogia
(estudos psicológicos empíricos - início em 05.11.13)

alterofobia aversão crescente a pessoas sem função imediata a pessoas supérfluas em determinado contexto

anonimatofobia medo de trocar o status positivo de uma situação favorável e prestigiante por outro de ostracismo
síndrome da aclamação final esperança doentia numa virada de mesa final que redima o sofredor que o transforme, não em feliz mas em grande vencedor

por que poesia tem nada haver?

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Por que poesia tem nada haver?













É lógico que, à primeira vista, parece um erro grotesco de português, mas é, na verdade, um artifício para chamar atenção e um convite ao pensamento. Eu sei que pode ser um pouco difícil para quem olha tudo superficialmente e está acostumado com o mau uso geral de nossa língua. Mas, não é o caso do nome do meu blog. Basta ter um olhar menos preconceituoso e destruidor sobre os feitos e alegrias alheios. O nome do blog foi copiado da minha eterna coletânea de poemas, ainda não publicada em livro, que, neste ano, acabei substituindo por ‘personal godding’. Se eu tivesse dito ‘poesia tem nada a ver’, estaria desdenhando de meus próprios poemas. É óbvio que não foi o que eu quis dizer. Quis apenas tentar atrair a curiosidade dos leitores. E usei um artifício comum, já bem utilizado. O Ultraje a Rigor, por exemplo, fez bastante sucesso com sua canção ‘Inútil’, cujo refrão garantia que ‘a gente’, os brasileiros, ‘somos inútil’. O erro de concordância caiu como um…

o taio do mirtão

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Quantas vezes, estressados, incomodados com as dificuldades comuns, não temos vontade de abandonar tudo  e sumir, sem ter que dar satisfações a ninguém? Nossa permanência no meio social é compulsória e nos obriga a práticas indesejadas, ninguém consegue viver livre da obrigação de cooperar, de pagar impostos, de não incomodar a 'ordem natural das coisas'. Porém, seria isso possível no mundo de hoje?
Foi o que Misé tentou, encontrar alento para suas dúvidas, pagando o preço para tanto, arcando com todas as consequentes perdas.
Há como viver sem dar importância às convenções?  O mundo vem se libertando de amarras preconceituosas ancestrais, mas os que divergem da maioria ainda sofrem contrariedades.
Ao fim, Misé tinha entendido que, talvez, o segredo esteja na dosagem das ambições. Não se pode querer tudo ou muita coisa, mas parece ser um caminho mais difícil abrir mão de tudo, não lutar para sustentar o que se tem.
Até que ponto controlamos nossa trajetória, influenciamos nossos destinos? Embrenhe-se no mato e em …