poemas da Célia do Funil







Não venha homem penetrar-me ainda seca

Não deite sobre mim sem antes considerar

Nuca, olhos, boca, seios, face

Brinque comigo, belisque, mexa, puxe, vire, rode

Beije beije beije beije tudo, beba, deixe escorrer

Lambuze, cheire, olhe, lamba

E entre escorregando.








borboleta esfarrapada

Olho a sua boca, macia, dá vontade de beijar...
… e você derrama os olhos sobre mim como a cheia lua refletida no mar...
Manteiga de prata...

Borboleta esparramada...









Célia Vaz
(de uma seleção da própria autora)

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