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Mostrando postagens de 2018

sobre a democracia representativa brasileira

sobre a democracia representativa brasileira*
* é apenas uma fábula, para que o Guaraná  me perdoe e entenda que não estou falando de política,  mas de antropologia.
as galinhas precisam se abrigar e há três galpões
por uns tempos foram confinadas no galpão mais à direita e lá viviam como frangos de granja e por isso achavam que queriam liberdade
conseguiram se transferir para o galpão central onde foram ainda mais escaldadas e depenadas e tratadas com descaso
a esperança passou a ser o da esquerda a última esperança e as galinhas foram ciscar para aqueles lados
os donos dos outros galpões se juntaram contra os da esquerda em cuja sociedade já se encontravam membros coligados aos outros galpões – donos são donos, galinhas que se fodam
as galinhas – bichos sem vergonha e sem memória querem desesperadamente voltar a um dos galpões para receberem suas rações com conforto e resignação e não terem que ciscar pela vida
nostálgicas, não vislumbram um tempo de milho mais farto e andam cacarejando freneticamente contudo, sem argume…

mil e uma empreitadas

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mil e uma empreitadas (sobre o pensamento ocidental)





quem sabe o que realmente é? noé, por exemplo não é o noé da bíblia já estava no mito de gilgamesh há séculos dos concílios e dos conflitos
em um melhor momento na clara Magna Grécia sobre a areia mais branca o ocidente encontrou a luz para iniciar o movimento de livramento racional sócrates sacralizou o conhecimento tornou a verdade banal e preferiu tomar cicuta do que sair da busca pela vida humana mais natural
se os hebreus tomando canaã não inventassem a arca para simular uma posse anterior
se os persas tivessem dominado tudo se alexandre não morresse de repente ou se aníbal não deixasse a barca em fuga ou se o imperador maior fosse um rei andaluz
agregoriados oportunistas talvez não tivessem construído um judeu democrata grego sobre o humano jesus

Aquela Cruz na Curva (orelha)

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René Char

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"Ce qui vient au monde pour ne rien troubler ne mérite ni égards ni patience". René Char
"Aquele que vem ao mundo para nada perturbar não merece nem consideração nem paciência".


René-Emile Char nasceu em 14 de junho de 1907, na cidade de L'isle-sur-la-Sorgue, filho de um homem de negócios e prefeito. A história do seu nome de família é curiosa.  Seu avô paterno fora uma criança abandonada ao nascer e levada a uma instituição acolhedora, onde lhe deram a alcunha de "Charlemagne" (Carlos Magno), rei dos francos e posteriormente imperador romano. Mais tarde, ele acabou sendo batizado como Magno Char, fundando assim a marca do poético no próprio nome que carregaria seu neto René.

Desenho de Picasso em homenagem a Char. Fonte aqui.
Adorado por escritores atuais e seus respectivos públicos foi amigo de Paul Éluard, André Breton e Louis Aragon, com quem participou do movimento Surrealista, e diversos pintores e cineastas.  Seus poemas foram ilustrados por Salvad…